Segunda-feira, 29.08.16

pés.coração.cabeça.cabeça.coração.pés.

Correm-lhe nas veias dores que não lhe desaguam nos olhos. Correm-lhe.
Sem desvanecer.
Sem se diluírem nesse circuito sem fim: pés.coração.cabeça.cabeça.coração.pés.

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Domingo, 28.08.16

Tenho em mim

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Sábado, 27.08.16

Uma semana depois

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Sexta-feira, 26.08.16

Marina - the original motion soundtrack #167

 

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Quinta-feira, 25.08.16

Com h.

As nódoas negras do pescoço estão a amarelecer.

Ontem passei pela primeira vez pelo local do acidente. Parecia tudo mais pequeno do que imaginava. Ainda haviam pedaços do carro na berma da estrada.

As dores do pescoço e das costas não me deixam esquecer. E, dei por mim a não querer esquecer. Se esquecer vou perder parte de mim, do que fiz o meu corpo passar, do que passei até chegar aqui.

Perguntaram-me, um dia destes, se tinha ficado com trauma. Respondi, prontamente, não. Não sou dada a traumas. Sou dada a histórias. Com h. E se há histórias felizes, outras nem tanto.

A minha mãe diz que devo esquecer. O meu pai não quer falar sobre o assunto. Todos tiveram mais perceção, do que eu própria, da minha quase-morte.

Ainda não consegui ir trabalhar. Mas, também não consigo descansar – as dores e as preocupações não deixam. Não sei que raio hei-de fazer. Só sei que, se fechar os olhos ainda me sinto girar dentro do carro.

Não tenho trauma, mas, também não me quero esquecer. Quero tudo o que me forma em mim. Mesmo que isso sejam nódoas negras no pescoço, um carro despedaçado e dores que me tiram o sono.

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Quarta-feira, 24.08.16

Apoio moral II

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Terça-feira, 23.08.16

Apoio moral

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Segunda-feira, 22.08.16

Em revista

Vi o arco-íris no banco do passageiro. Começamos por esta música no rádio. Depois esta. Quando me despistei soava esta. Quando, por fim, o carro parou, soou esta.

A F., minha melhor amiga há 20 anos, ligou-me, segundo ela, sem querer, enquanto mexia no telemóvel, mal sai da ambulância.

Quando cheguei a casa, a minha antiga gerente ligou-me a perguntar se me tinha acontecido alguma coisa, do nada.

Há dias estranhos...

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Domingo, 21.08.16

Agradecer

Ontem, em casa, ao entrar no carro.

Não há coincidências, pois não?

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Sábado, 20.08.16

Hoje foi o dia em que quase morri.

Hoje foi o dia em que quase morri. Se quiser ser optimista, hoje foi o dia em que fugi à morte.
Mas, prefiro acreditar que não morri hoje porque não tinha que morrer.
Tive um acidente. Um acidente grave. Sozinha. Eu e o carro que estimo ser minha alma gémea e minha salvação. Voamos os dois. E rodamos estrada fora. Batemos nos raides. E nunca mais paravamos. Não posso dizer que vi a minha vida passar-me diante dos olhos. Não vi. Estava demasiado focada em viver. Em parar. Em não morrermos.
Acabei deitada numa ambulância, qual filme, completamente imobilizada.
Estou bem. Só escoriações. O meu amor de carro, tem um vazio no que lhe chamávamos frente.
O condutor do carro que me fez despistar e perder o controlo da minha vida durante aqueles eternos segundos, nem sequer sabe, neste momento, que estou viva. Não parou. A mim também me custou parar.
Mas, parei. Mas, vivi. Dorida, cansada, de coração partido pelo meu carro, mas viva.
Hoje foi o dia em que quase morri. Hoje foi o dia em que pude continuar a viver.

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publicado por Marina Ricardo às 23:37 | link do post | comentar | ver comentários (2) | Adicionar aos Favoritos (2)

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