Assim solta...

Fotografa-me a alma e expõe-me ao mundo.

Pinta-me em telas, em paredes dessa cidade que já foi nossa.

Escreve-me o corpo em letras garrafais, em folhas brancas e amarrotadas.

Faz-me mulher quando te fizeres homem. Renasce-me enquanto me semeias.

Colhe-me dos campos da nossa indecisão. Planta-me em solos férteis, solos de paixão, mesmo que lá não me possas regar…

Solta-me e ama-me. E por fim, ama-me assim solta…

 

Marina Ricardo às 01:07 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos