Sonhos

Um destes dias, tentei matar-me os sonhos. 

Assim, de faca em punho, tentei degola-los, faze-los perder a vida de que me fazem viver.

Mas, os danados, de tão meus, que se recusam a morrer. Não morrem os danados.

Que imortais são os sonhos que eu tento matar. Oh, como são duradouros e sonhados, esses sonhos meus, esses que sonho e mato, esses que vivem e que me dão viver.

 

publicado por Marina Ricardo às 23:37 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos