Segunda-feira, 21.08.17

meteriologicamente falando

Beijas-me a pele rosada, aquecida pelo sol. Sorris-me. Rio-me para ti com o corpo todo numa gargalhada salgada de mar.

Pergunto-me se me vais querer beijar a pele cansada e amarga depois de outro dia em que desejo tudo menos ser beijada. Quando o sol se puser e chover. Quando as lágrimas substituírem o riso. Quando o tempo mudar e me for inverno.

Ainda me vais querer beijar quando for o meu lado negro o que beijas?

publicado por Marina Ricardo às 19:57 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (1)
Domingo, 21.05.17

casava...

Que a única face que eu procure seja a tua. Que sejas a casa a que regresso, onde quer os meus pés poisem.

Que sejas sempre porto de chegada quando de mim parto.

Que não me procures ser. Que me faças ser.

Ama-me as meias-noites. Nas manhãs serei sempre fácil de amar.

publicado por Marina Ricardo às 23:27 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (1)
Quarta-feira, 05.04.17

amolgados

Não acredita em amores simples. Planos. Com vírgulas. Sem pontos. E sem interrogações.

 Acredita em tempestades. Tormentos e tormentas vãs. Acredita em amores confusos e desfocados. Com feridas. Amolgados, mas eternos.

 

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publicado por Marina Ricardo às 20:07 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (1)
Domingo, 26.06.16

d.e.

Das tuas asas feridas fiz passado e do meu coração parado fiz vida.

Das minhas ruinas fiz palácio, para das tuas feridas fazer mapa por percorrer.

Dos teus pesadelos fiz triste lembraça para as tarde de domingo. Dos meus fantasmas fiz memória de madrugada.

De nós fiz amor. De ti fiz meu. 

 

 

 

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publicado por Marina Ricardo às 23:47 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos
Quarta-feira, 30.12.15

sair

Projetar uma relação perdida em cima dos destroços que dela ficaram é das coisas mais difíceis que temos de fazer para poder seguir em frente.

Temos que voltar a pesar esses amores imensos que agora murcharam. Temos que nos pesar sem eles. Ou com eles enquanto desaparecem.

Medir diferenças. Perder pesos mortos. Ganhar peso dos vivos. Deixar de amar. Deixar o peito leve. Ou não.

Amar é arma e desarma. Céu e inferno. Limbo e paraíso.

Nunca saímos de uma relação. Vamos saindo. Aos poucos, arrastando passados e destroços, olhando desalmados para futuro.

Até que, um dia, estamos livres.

E começamos de novo.

 

publicado por Marina Ricardo às 22:27 | link do post | comentar | ver comentários (2) | Adicionar aos Favoritos (1)
Quinta-feira, 19.11.15

🌻💘

 

publicado por Marina Ricardo às 00:47 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (1)
Segunda-feira, 07.09.15

porra

Desenterrei o coração para te amar. Pó e cinza e dor e medo em cima da mesa.

Fiz das tripas coração para te amar. E amei-te com as tripas, o pó, com os braços e mãos. Amei-te com o corpo todo e aos trambolhões.

Amei-te. Porra. Amei-te com os órgãos que não tinha, com o coração ferido, com a cabeça no lugar para ter concentração suficiente para te amar sempre.

Podes rogar-me pragas por causas tolas, por dores tuas. Nunca me podes maldizer por não te amar. Por não te amar com urgência e religião.

Amei-te- Amei-te, porra. Se não te tivesse amado não me tinhas na mão. Não me tinhas deixado sem chão.

Porra, porque é que te fui amar…

publicado por Marina Ricardo às 22:37 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (4)
Sexta-feira, 04.09.15

dia

Concordamos não fazer perguntas. Dizias que as minhas palavras enxiam os espaços que querias guardar dos meus silêncios.

Nunca fui mulher de estar calada. Mas, amava-te e isso deixava-me sem querer quebrar o encanto que dizias tirar dos meus silêncios.

Queria perguntar-te se me amavas. Queria perguntar-te tantas coisas. Fiquei calada porque te amava.

Não sei como chegamos ao dia em que não tenho nada para te perguntar. Aos dias em que o silêncio entre nós é morto e não mágico. A estes dias. A este dia.

 

publicado por Marina Ricardo às 01:40 | link do post | comentar | ver comentários (1) | Adicionar aos Favoritos (1)
Sábado, 25.07.15

os outros

As pessoas são só pessoas.

Mesmos ossos, mais ou menos carne e pele. Mais ou menos personalidade. Quantidades variáveis de coração. De amor e de vontade.

Somos todos pessoas. Todos iguais menos que diferentes.

Não somos mais, nem menos. Somos pessoas.

Esqueço-me tanto disto quando amo. Amo pessoas. Com eu. Mas, tão diferentes de mim.

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publicado por Marina Ricardo às 23:17 | link do post | comentar | ver comentários (1) | Adicionar aos Favoritos (1)
Sábado, 11.07.15

Vila Real

Hoje enquanto almoçava e via a emissão do jornal da uma da TVI mesmo (quase, quase…) debaixo da janela do meu antigo (sempre) quarto percebi que nunca encontrei um amor ali porque estava completamente apaixonada por aquela cidade e por tudo o que ela me fazia sentir.

Saudades minha Vila Real, meu amor platónico, realeza do meu coração.

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publicado por Marina Ricardo às 15:00 | link do post | comentar | ver comentários (2) | Adicionar aos Favoritos

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