Sábado, 31.12.16

2016

UFA…

2016 foi uma tempestade, seguida de dias amenos. Em que, mais cedo ou mais tarde, retomaram as chuvas e tornados. Também houve períodos de sol e primavera. 2016 foi assim: inconstante.

Em 2016 quase morri. Duas vezes. E sobrevivi 366.

Em 2016 vivi num hotel. Vivi em Braga. Em 2016 desesperei longe casa. Quis voltar e quis ficar.

Em 2016 fui peixeira, talhante, padeira, fruteira, escrava, e, depois, a custo de muitas horas sem dormir sou, finalmente, gerente de uma loja que te consome demasiado tempo, mas que adoro. Assumi um compromisso assustador com um trabalho que ainda não sei se amo.

Em 2016, mudei de loja e arranjei problemas. E cresci ao voltar.

Em 2016 testaram-me os limites. E fui forte. E chorei. E gritei. Fui calma. Fui fogo. Dor e felicidade. Foi palavras doces, e calão revoltado. Sempre tudo ao mesmo tempo, que o tempo é escaço.

Vi nascer o Brexit, o Trump ser eleito presidente, a Maria Leal ser considerada cantora, a Beyoncé lançar o melhor cd de todos os tempos, a Kelly ser mãe, a “Kristen” enviar-me um autógrafo., Portugal ser campeão e o Ronaldo atirar um microfone para um lago. Vi na minha pele as maiores nódoas negras de sempre, mas, também vi tatuagens silenciosas que marcaram tudo pelo que fui passando.

Escrevi e parei de escrever. Fui Marina Capaz. Comprometi a escrita, mas também escrevi muito. E calei as letras porque caladas doem sempre menos. 

Entreguei a minha irmã à cidade que me fez crescer – e vi-a voar, sozinha. Levei-a a casa, quando a tirei de casa.

Em 2016 li pouco e trabalhei horas a mais - muitas. Ouvi boa música, viajei, fiz uma road trip e fiz decisões difíceis. Andei de avião.

2016 foi Genebra. E Leon. E Paris. Foi também uma casinha no Douro, e uma tarde de barco, e pôr do sol que cura tudo. Foi uma road trip de miúdas, foi o fugir do país. Foi a primeira viagem em família e a primeira vez que tive dinheiro suficiente para fazer loucuras.

Em 2016, vi o mundo e vi o fim dele. Em 2016 a morte veio buscar-me duas vezes. E, mandei-a embora. Porque ainda não terminei. Porque, fodasse, ainda nem comecei. Em 2016, senti-me grata. Muito grata.

Hoje, ao conduzir para casa, depois de horas loucas no trabalho, soltei o suspiro mais longo, mais duro, mais saboroso e doloroso de sempre. Custou, pá. UFA, 2016!

 

Que 2017 que faça livre, destemida, capaz e invencível.

Que me dê espaço e me esmague. Que seja doce e me engrandeça. Que me faça sentir grata. 

Que, 2017 me dê pessoas, histórias e letras para escrever.

Que 2017 vos traga tudo o que anseiam - mesmo sem saberem, vos faça felizes e saudáveis! E que vos dê a força para procurarem a felicidade se esta teimar em vos escapar.

Quanto a nós, encontramo-nos sempre por cá.

Entra, 2017, sê bem-vindo.

marina_ricardo7_full.jpg

tags:
publicado por Marina Ricardo às 20:47 | link do post | comentar | ver comentários (3) | Adicionar aos Favoritos
Quinta-feira, 01.09.16

Setembro

Agosto foi dos meses mais dificeis e mais magnificos que já vivi.

Foi dor e vida.

Verão e gelo.

Setembro chega cheio de desafios e decisões. Que seja doce.

tags:
publicado por Marina Ricardo às 22:30 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (1)
Sexta-feira, 01.01.16

Dia 1

Instasize_0101220914.jpg

 

publicado por Marina Ricardo às 22:07 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (1)
Quinta-feira, 31.12.15

2016

2015 doeu-me. E, às vezes ainda me dói. 2015 Também me curou, depois de me ir matando.

2015 foi amargo, mas também soube a vitória.

 2015 acordou-me e uma vez eu acordei com um ataque de pânico. 

Em 2015 ultrapassei medos e falei de mim a desconhecidos. E 2015 fui escolhida, entre duas mil pessoas para integrar um projeto que ainda não amo todos os dias. 2015 empregou-me.

Em 2015 escrevi um livro. Também perdi um concurso. Mas, escrevi um livro com todos os pesos que tinha aos ombros. E ao peito.

Em 2015 fui a entrevistas de emprego péssimas. E disse não. Comi bolas de Berlim na praia e apanhei molhos de papoilas durante as caminhadas de verão.

Fiz bordados e postais. E flores, muitas flores. Comprei um vestido e uns óculos de sol. E anéis – sempre anéis. Comprei girassóis em dias de chuva e acordei antes do sol nascer.

Fui ao aquário e voltei aos sítios que me fazem feliz. Fiz picnics e escrevi. E parei de escrever.

Deixei de ler e de ter tempo. Senti-me presa e livre. Larguei-te e carrego-te como peso morto.

A Kelly cantou-me Invencible. E eu, fiz-me invencível – às vezes.

2015 deu-me asma. E um mundo cheio de desconhecidos e medos novos. E aventuras que estão por vir.

2015 deixa-me mais consciente. Mais focada. Acordada. Deixa-me mais confusa, mais apressada e com muito sono.

Deixa-me também muita matéria para voltar a estudar. 2015 deixa-me portas abertas e mundos desconhecidos. 2015 deixa-me os braços cheios de aventuras, realidades novas e pessoas.

2015 roubou-me tempo, mas, deu-me vida de gente grande. Com tudo o que isso implica.

Que 2016 que faça livre, destemida, capaz e invencível.

Que me dê espaço e me esmague.

Que, 2016 me dê pessoas, histórias e letras para escrever.

Que 2016 vos traga tudo o que anseiam - mesmo sem saberem, vos faça felizes e vos dê a força para procurarem a felicidade se esta teimar em vos escapar.

Quanto a nós, encontramos-nos sempre por cá.

Entra, 2016, sê bem-vindo.

marina_ricardo7_full.jpg

tags:
publicado por Marina Ricardo às 19:57 | link do post | comentar | ver comentários (1) | Adicionar aos Favoritos
Terça-feira, 01.09.15

#mylifeisamess - Agosto

Neste Agosto não tivemos férias. Nas vésperas da partida o carro avariou, e no dia D eu tive uma entrevista de emprego que durou 8h.

Neste ano foi o mais confuso Agosto de sempre. A minha mãe foi operada e o meu pai nem um dia de férias teve. Não fui a Nazaré, nem a nenhum lugar-comum. Não descansei, não dormi na praia. Mas, para dizer a verdade eu nunca dormi na praia.

 Continuei à espera. Tive sorte, cansaço e azar. 

Em Agosto ainda não foi o meu tempo, mas foi quase.

Fiz amigos novos, fiz muitas flores, ofereceram-me uma máquina de escrever, fiz os 8km do Paiva, fui ao aquário e comi um gelado cheio de lactose e açúcar. Sai todos os dias para caminhar, para fugir ou para fingir que está tudo bem. Desenterrei amores, e tentei esconde-los novamente em um qualquer canto escuro de mim.

Entro em Setembro aos trambolhões, cheia de medos e esperanças. Que comece. Quero tanto que comece.

IMG_20150825_111629.jpg

 

publicado por Marina Ricardo às 22:37 | link do post | comentar | ver comentários (1) | Adicionar aos Favoritos (3)
Quarta-feira, 31.12.14

Dance!🎆🎊🎇🎉

IMG_20141231_203105.jpg

 

tags:
publicado por Marina Ricardo às 23:59 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos

2014

2014 não foi o melhor ano de sempre. Não foi mau. Mas, não sei se foi muito bom.

2014 foi difícil. Muito difícil. Uma obra-prima cheia de cantos e recantos, muros e vedações.

Em 2014 aprendi que difícil é bom, porque nos faz ser melhores. Nos faz querer ser melhores. E, não há nada que seja impossível quando a vontade é ser melhor.

Em 2014 voltei a perder. Voltamos a perder. Família, amigos, emprego.

A morte leva-nos sempre alguém, quando crescemos. Ou, talvez estejamos mais atentos a ela, à medida que os anos passam. Depois, a vida, as horas, e os dias, levam-nos outras pessoas. 2014 mostrou-me que há muitos tipos de adeus. E até já.

Perdoei, este ano, quem achei que não seria capaz de o fazer, só, para depois perceber que voltei a perder. 

2014 deixa-me mais dura. Mais precipitada, mais nervosa, mais destemida.

Também me deixa mais despida, mais vazia, mais ampla e amolgada. Mas, deixa-me mais leve (não só em peso), mais verdade, mais eu.

2014 pôs-me a correr. Fez-me vestir leggins e esquecer o frio e a preguiça. Deixou-me sem leite e sem chocolates e fritos e gelados. Mas, fez-me concentrar no importante. Fez-me escolher.

2014 fez-me enfrentar medos, hospitais e fantasmas. Deu-me saudades, buracos e mágoas. Mas, também, boas memórias, missões compridas e objetivos.

Em 2014 voltei a para de ler, a ler muito e a estagnar. Voltei  a ter medo de escrever: aquela velha batalha na procura da minha voz, das palavras que quero que me oiçam. Em 2014 criei um negócio de amor e criei uma nova história de desamor e de um cão obeso.

Perdi o emprego, procurei um novo e senti-me só. Em 2014 senti-me amada e perdida. Percebida e enganada. Prendi na garganta as facas com que queria ferir. Quis, por muitas vezes, pagar na mesma moeda. Respirei fundo.

Falei alto, ri e chorei. Cantei a plenos pulmões, corri muito, andei mais ainda. Fui à cidade e ao mar. Deixei-me ir. Escrevi postais qe voaram para longe. A Kelly teve uma bébe e eu fui tia babada.

Este foi um ano de estremos. De muito e pouco. De tudo e nada. Um ano de hospitais, internamentos, viagens de carro com música alta, de pinturas e trabalhos manuais.

Em 2014 reinventei-me. Tentei ser sempre melhor do que ontem e dormi sempre de consciência tranquila (, estômago em brasa e costelas doridas).

2014 foi o ano em que tirei mais fotografias, o ano em que me apaixonei pelo céu, pelo por do sol, pelas cores, flores e pássaros. Em 2014 os meus olhos procuraram sempre mais.

2014 foi também o ano em que vi a Beyoncé e o Jay-Z e muito pouco pode bater isso. Isso e perder-me um campo de girassóis no meio do nada.

 Que 2015 me faça destemida, amada e mais louca. Que me dê espaço e me aperte. Que construa e não me desfaça em pedaços, que me ocupe por inteiro. Que, 2015 me dê pessoas, e histórias e letras e não me deixe órfã dos que amo.

 Que 2015 vos traga tudo o que anseiam - mesmo sem saberem, que vos faça felizes, e, se não fizer, que procurem essa felicidade até a encontrarem. Quanto a nós, encontramos-nos sempre por cá.

Entra, 2015, sê bem-vindo.

 

hphotos-ak-xpa1 (1).jpg

publicado por Marina Ricardo às 01:49 | link do post | comentar | ver comentários (1) | Adicionar aos Favoritos (1)
Quarta-feira, 01.01.14

2014

Sejam Felizes, Muito Felizes, Sempre Felizes! E sonhem, de olhos abertos, de braços abertos - sempre, sempre, sempre...

publicado por Marina Ricardo às 00:00 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos
Terça-feira, 31.12.13

2013 - o balanço

 Falar sobre 2013 não me é fácil. Na verdade acho que já me esqueci de grande parte das coisas que lá me aconteceram. Em todo o caso, acho que o encontro perdido por entre uma música qualquer dos The Civil Wars, uma lágrima, um sorriso ou uma saudade. Decerto se, nos destroços da saudade procurar, há por lá uns números que devem ser um 2, 0, 1, e 3 - 2013.

2013 foi um ano bom. E mau. Ou nem bom nem mau. Foi um ano. Jamais o poderia definir como mais um ano. 2013 ensinou-me muito sobre a vida – e isso não pode nunca fazer dele um qualquer. Aquela vida vivida, aquela vida que a gente grande vive. Vida de quem trabalha, de quem adoece, que morre enquanto vive, de quem se levanta todos os dias, de quem trás dinheiro para casa, mas anda sempre de bolsos vazios.

2013 molhou-me os olhos e  levou-me uma parte importante do coração. Mas, também me ensinou que a vida é assim, que os corações são roubados e que se safam. Este ano deixa-me um coração grande, cheio e disforme. Mas, deixa-me também a sabedoria suficiente para saber que na impossibilidade de lhe restaurar a parte perdida, sempre posso expandi-lo e aumenta-lo. O meu coração ficou assim: amolgado, mas com mais umas assoalhadas.

Em 2013 reinventei-me e revesti-me de coisas novas. De noites sem dormir, de horas de riso e dias de choro, de saudades imensas e recordações de amor que jamais qualquer ano pode apagar.

Escrevi muito. Comecei três livros e fiz-lhes pontos finais mais finais do que gostaria.

Depois, parei de ler. Recomecei a ler e fiz pausas em vírgulas que se foram transformando em reticências prolongadas.

Voltei ao trabalho. Trabalhei muito. Muito. Cada vez mais. Fiz amigos novos e descobri novos sorrisos vindos de muitos lugares desconhecidos. Reforcei relações, fui ao teatro e ao cinema. Entrei no comboio errado – várias vezes, andei sozinha, queimei a língua e gelei o cérebro, acendi uma fogueira, entalei um dedo no meio de ferros, subi os clérigos, vi o mundo do alto. Deixei o blog um dia no silêncio, tal era o silêncio que me dominava.

Fui a igrejas. Mas, não me lembro de rezar. Só queria estar mais próxima de ti…

Mandei cartas. A Kelly mandou-me fotos e “i see you”. A Sara  chamou-me pelo nome e “mean it”.

Comprei anéis que fazem inveja a dedos alheios; reencontrei velhos amigos, fiz umas mini férias e descansei a alma. Fui a entrevistas de emprego, onde na impossibilidade de me safar como jornalista, ofereci-me para as limpezas. Disse muitas parvoíces. Falei alto e roguei pragas. Gastei dinheiro e comprei coisas para – finalmente, dar. Sonhei muito - de olhos abertos, de coração em riste.

Andei muito e viajei em casa, em terra e em mim. Vaguei em novas tecnologias, e em novas sonoridades. Pisei nuvens e inferno. Olhei o céu em sinal de resposta – vezes sem conta, e lá estavam os pássaros de sempre, e os girassóis ao fundo.

Cortei o cabelo e cortei males pela raiz. Disse que sim, e fingi que não me apetecia dizer não. E, disse não, pouco me importando com os sins dos outros.

Fiz bolos e tartes e comida da boa. Pintei as unhas com purpurinas e deixei os olhos brilharem. Muito. E mais ainda.

Embora, este, para mim, tenha sido um ano de perda, é um ano de amor. Um ano em que o amor se revelou de todas as formas, de todas as maneiras e de toda a gente. E, um ano de amor nunca pode ser mau.

2013 levou-me e trouxe-me coisas maravilhosas. Que 2014 se mantenha longe dos meus tesouros, e que lhes dê um brilho novo.

São estes os meus desejos para vocês, meus tesouros, que 2014 vos pinte de dourado e coisas boas. Que nos adorne de felicidade – a todos nós!

FELIZ 2014!

 

 

 

tags:
publicado por Marina Ricardo às 02:07 | link do post | comentar | ver comentários (8) | Adicionar aos Favoritos
Quarta-feira, 25.12.13

Pedaços do meu Natal

 

Coisas boas...!

publicado por Marina Ricardo às 22:27 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos

mais sobre mim

pesquisar neste blog

 

Outubro 2017

D
S
T
Q
Q
S
S
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
12
14
15
17
18
20
22
24
25
26
27
28
29
30
31

posts recentes

tags

Fotografias que vou instagramando

Crónica Semanal

Brianne - Fanfic

Contador