Terça-feira, 15.08.17

golden hour

Aos poucos o pensamento acalma. As palavras voltam e a alma descansa.

Há dança de letras por detrás dos meus olhos queimados pelo sol. 

O mar embala-me os textos que hão-de vir enquanto me lava dos dias sem escrever.

publicado por Marina Ricardo às 22:27 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (1)
Quarta-feira, 01.02.17

l.e.t.r.a.s.

Tenho medo de deixar de escrever, de deixar de saber como escrever. Como se escreve - com que letras me escrevo? De que letras sou feita?

Tenho medo de adormecer, dia após dia, rotina que mata, e esquecer-me de escrever. De me escrever. De me deixar ler. 

Letras sem ler morrem. E eu morro de medo de (me) as deixar definhar.

publicado por Marina Ricardo às 22:57 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos
Quinta-feira, 13.10.16

cansada

Escrever neste blog sempre foi a melhor parte do meu dia. Não que os meus das fossem sempre (assim) tão desinteressantes, mas, aqui, sou tão real e ilimitada que é o climax.

Depois de passar o dia a correr, a resolver problemas e depois de trabalhar mais de 12h nada me daria mais gosto do que me sentar, me despir de mim, e escrever.

o sono tolda-me as letras, o cansaço rouba-me o tempo. A rotina rouba-me a minha grande paixão: escrever.

 

publicado por Marina Ricardo às 21:00 | link do post | comentar | ver comentários (1) | Adicionar aos Favoritos (1)
Domingo, 11.09.16

tenciono

Comprei um bloco de notas. Couro a fingir, vermelho. Depois comprei um marcador brush-pen, de dois bicos. 

Tenciono escrever frases, com o marcador demasiado caro.

Tenciono escrever. Porque, de facto, sempre tencionei. E, porque, ultimamente, me esqueço do que tenciono.

IMG_20160909_182434.jpg

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publicado por Marina Ricardo às 22:00 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (4)
Sábado, 03.09.16

sempre.

Vão doer-me sempre as palavras que não escrevo e as letras que não me brotam dos dedos.

Vão doer-me sempre as vidas que não vivo escrevendo e a vida que vivo sem escrever.

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publicado por Marina Ricardo às 23:40 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (2)
Segunda-feira, 20.06.16

escrever

Sinto-me mais viva quando escrevo. Sinto adrenalina nas veias, paixão dos dedos. Sinto os meus pensamentos. Os meus mesmo, não aqueles que tenho agora. Da vida que tenho agora.

Escrever cava-me a essência e desenterra-me, despe-me, mata-me aos poucos – e quem me dera morrer sempre assim.

Continua a haver algo nas letras que me alimenta o ser, me dói e me faz amar. Há aquele contrassenso dos amores complicados e para a vida. 

Escrever vai continuar a ser a chama que me incendeia, me queima e me faz querer continuar. Escrever continua a ser o grande amor da minha vida. Mesmo que a minha vida continue a procurar outros amores.

publicado por Marina Ricardo às 22:50 | link do post | comentar | ver comentários (1) | Adicionar aos Favoritos (3)
Quarta-feira, 13.01.16

Há dias

Há dias em que não consigo escrever. Muitos dias. Em que quero dizer tudo o que me entala a garganta e não sou capaz.

Sei que evito escrever, porque as palavras me deixam despida. Nua. Exposta.

Há tantos dias em que o que mais quero são agasalhos de mim. Quanto menos eu for, melhor.

Se dizem que pensar dói, deviam experimentar escrever. Não se pensam palavras. Pensamos ideias. E sonhos. Uns mais reais que outros.

Consigo bloquear a mente. Nunca soube bloquear as palavras.

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publicado por Marina Ricardo às 23:27 | link do post | comentar | ver comentários (3) | Adicionar aos Favoritos (1)
Quinta-feira, 17.12.15

era

Queria de novo aquele tempo em que tudo o que tinha que fazer era escrever.

publicado por Marina Ricardo às 23:33 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (2)
Quinta-feira, 08.10.15

dedos

As palavras brotam-lhe das prontas dos dedos. Dedos que estão ligados por finas linhas ao cérebro e dele ao coração. Escreve com o corpo todo. Com tudo o que tem no corpo quando, naqueles ínfimos minutos de magia e revolta tudo o que tem se concentra ali, nas pontas aqueles dedos.

publicado por Marina Ricardo às 22:07 | link do post | comentar | ver comentários (2) | Adicionar aos Favoritos (2)
Domingo, 09.08.15

As vidas dos outros

- Tudo o que tu queres é fugir de ti e fingir que começas de novo.

Não sabes tu – a idade ainda não to permite – que ninguém começa de novo. Começamos sempre outra vez. E, vezes sem conta. Mas, não é de novo. É sobre o velho.

publicado por Marina Ricardo às 23:27 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (3)

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