Quarta-feira, 10.01.18

não sei

Tenho uma enorme dificuldade em estar parada. Em não fazer nada.
A minha cabeça anda a mil à hora. O meu coração galopa peito afora.
Não sei descansar.
Tenho sempre mil coisas para fazer. E estou sempre a falhar.
Sou demasiado criativa e demasiado apressada, para meu mal e meu bem.
Sinto falta de tudo ao mesmo tempo. Sinto-me imensamente frustrada.
Tenho todos os projectos inacabados. Tenho tudo parado - à espera.
Quero ler e escrever. E pintar. E costurar. E bordar. Fazer postais e andar a pé. Quero voltar a querer correr.
Quero voltar a ter-me. Mas, no meio da pressa, não sei onde me perdi.

publicado por Marina Ricardo às 23:55 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (1)
Quarta-feira, 25.10.17

26

Aos 25 viajei. Gritei muito. Revoltei-me. Fui ao inferno e voltei - mais forte.

Aos 25 fiquei pior que nunca, melhor do que sempre. Nunca tinha dito tantos palavrões como nos 25. Ou dormido menos.

Aos 25 senti-me leve e pesada - um pesadelo.  Mas, também nunca me senti tão confiante e acordada.

Aos 25 deixei de escrever e voltei a ler. Tive medo e matei os meus fantasmas - quase todos.

Hoje faço vinte e seis anos. Por extenso. Porque quantas mais letras melhor - não adianta fugir - sou filha delas..

Hoje faço vinte e seis anos. Também faço um ano, dois meses e cinco dias. 

Hoje faço vinte e seis anos. Entro a escrever e a ler poesia. Leve como não me sentia há muito, grata por estar viva. Grata pelas pessoas que me fazem sentir viva e que cuidam de mim quando eu própria me esqueço de o fazer.

Parabéns a mim, Obrigada a vocês!

publicado por Marina Ricardo às 01:07 | link do post | comentar | ver comentários (2) | Adicionar aos Favoritos (1)
Sábado, 22.07.17

patética e conscientemente

Nunca andei tão enervada na vida. Sempre em ponto de ebulição. Sempre com dores de cabeça. Sempre com o corpo tenso e dorido.

Sempre de mãos tremolas e sonos atribulados. Suores. Frios e quentes. A praguejar. Sempre com vontade de gritar. E fugir.

Nunca me senti tão frustrada, tão mergulhada em revolta como hoje. E como amanha. E no dia que se lhe segue.

Sinto-me mais sozinha do que nunca. A falhar mais do que nunca. A perder mas do que nunca. Mais capaz e mais incapaz do que nunca.

Ando sempre a olhar por cima do ombro. De arma em punho.

Perdida. Acho que nunca me senti tão patética e conscientemente perdida.

publicado por Marina Ricardo às 20:00 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos
Sábado, 22.04.17

Stay golden

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Exausta. Sem dormir há várias noites. A trabalhar até o sol nascer. 

Esta lightbox chegou hoje pelo correio. 

De todas as 10000000 vezes que quase me perco, de todas as 10000000 vezes que roço o limite, o meu limite, respiro fundo e penso "Stay Golden". Não "Be Golden". "Stay Golden". Ficar. Não deixar que me tirem o brilho. Manter o brilho. "Stay golden, girl. Stay golden".

 

publicado por Marina Ricardo às 22:57 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos
Domingo, 04.09.16

vez

Não quero ser sempre a que espera pelo último minutos para dizer que basta. Quero autorizar-me a ser fraca quando tenho que o ser.

Quero permitir-me falhar. De quando em vez.

De vez em quando…

publicado por Marina Ricardo às 23:17 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos
Terça-feira, 26.07.16

mar

O mar corre apressado, sem bilhete de regresso. Só de ida. Sem limite de velocidade.

Sem dó e sem dor. Sem fim e sem inicio. Sem ser. Sendo.

publicado por Marina Ricardo às 21:00 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (1)
Segunda-feira, 20.06.16

escrever

Sinto-me mais viva quando escrevo. Sinto adrenalina nas veias, paixão dos dedos. Sinto os meus pensamentos. Os meus mesmo, não aqueles que tenho agora. Da vida que tenho agora.

Escrever cava-me a essência e desenterra-me, despe-me, mata-me aos poucos – e quem me dera morrer sempre assim.

Continua a haver algo nas letras que me alimenta o ser, me dói e me faz amar. Há aquele contrassenso dos amores complicados e para a vida. 

Escrever vai continuar a ser a chama que me incendeia, me queima e me faz querer continuar. Escrever continua a ser o grande amor da minha vida. Mesmo que a minha vida continue a procurar outros amores.

publicado por Marina Ricardo às 22:50 | link do post | comentar | ver comentários (1) | Adicionar aos Favoritos (3)
Sexta-feira, 18.09.15

Basta. Por agora.

Não me lembro de nada que fosse fácil na minha vida. Nem as coisas que me deram especial gosto foram fáceis. Aliás devem ter sido essa as mais difíceis.

Não me importo. Custa mais, mas sabe melhor.

A minha vida sempre uma montanha russa. Já me habituei. Sei sempre que depois de um período na mó de baixo, mais cedo ou mais tarde, hei-de subir (e voltar da descer).

Hoje acordei às 5h da manhã. Calma, serena com o coração a bater suavemente.

Antes das seis estava dentro do carro a caminho do trabalho.

Já não tenho ataques súbitos de medo. E não me sinto na iminência de ter um ataque de pânico. Não me sinto descontrolada.

Sinto-me focada. Não me sentia focada há tanto tempo.

Estou assustada – claro que estou. Mas, estou em paz. Sinto-me leve. Ainda não sei se estou na plenitude da felicidade – nem sempre, nem nunca. Nem sequer sei se estou onde quero ou devo estar.

Mas, finalmente sinto-me bem. Sem mas e sem desculpas. Se virgulas. Bem.

publicado por Marina Ricardo às 23:00 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (2)
Sexta-feira, 04.09.15

dia

Concordamos não fazer perguntas. Dizias que as minhas palavras enxiam os espaços que querias guardar dos meus silêncios.

Nunca fui mulher de estar calada. Mas, amava-te e isso deixava-me sem querer quebrar o encanto que dizias tirar dos meus silêncios.

Queria perguntar-te se me amavas. Queria perguntar-te tantas coisas. Fiquei calada porque te amava.

Não sei como chegamos ao dia em que não tenho nada para te perguntar. Aos dias em que o silêncio entre nós é morto e não mágico. A estes dias. A este dia.

 

publicado por Marina Ricardo às 01:40 | link do post | comentar | ver comentários (1) | Adicionar aos Favoritos (1)
Quinta-feira, 20.08.15

Aos meus amores mortos

Há muitos amores em cada vida. Amores muito diferentes uns dos outros. Com intensidades muito diferentes, com cores e sabores destintos.

Todos os amores doem muito quando morrem. Ou quando vão definhando. Ou murchando.

Todos os amores vão doer. Mais ou menos. Em parte, todos os amores vão doer tanto quanto os amamos.

Tenho uma dificuldade enorme em adormecer amores mortos. Não sei largar os meus cadáveres. Não sei sacudir os meus amores defuntos das costas do coração.

Queria ser a que ama menos. Não sempre, mas às vezes. Para ser mais fácil desistir. Para saber como parar. Para me doer menos deixar o passado no passado.

Carrego um cemitério de amores mortos ao peito. Tenho memórias doces de todos os meus amores. Mas, com o tempo tenho tendência a amarga-los porque não os sei lagar.

Às vezes convenço-me que tenho que os sentir para saber que foram reais. 

Tenho um pacto de silêncio com os meus amores mortos. Não lhes falo. Sei que os tenho, sem eles saberem que me têm.

Há dias em que os meus amores, o que me morreram ao peito, tentam voltar. Voltar vivos desse campo minado onde os escondo. Em dias como esses voltam a doer-me tanto quando me dói a intensidade com que ainda os amo.

 

publicado por Marina Ricardo às 00:47 | link do post | comentar | ver comentários (1) | Adicionar aos Favoritos (3)

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