Domingo, 20.08.17

Foi um belo dia para ficar

Há um ano rodopiava num carro, rumo ao desconhecido. Demorei o que me pareceram horas a parar. Não senti nada. Não vi nada. Só me agarrei o volante com força, talvez com a mesma força que me agarrava à vida.

Nunca pensei em morrer. Só depois, deitada na ambulância, presa com mil e um atilhos a uma maca, sem conseguir mexer um dedo, depois da adrenalina ter desaparecido pude refletir na sorte que tinha.

Não penso muito no acidente. Já quase não sonho com ele.

Mas, sinto-me imensamente grata. Por me salvarem. Ou por não ser a minha hora. Sinto-me imensamente grata por me terem deixado viver. Pelos astros estarem alinhados. Grata por estar viva. Ainda tenho tanto para viver…

Aquele 20 de Agosto, por volta das 13.40, ao som de Rise, foi um belo dia pra ficar.

Feliz primeiro aniversário.

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Terça-feira, 01.08.17

a-gosto

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Domingo, 30.07.17

respirar

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Sábado, 22.07.17

patética e conscientemente

Nunca andei tão enervada na vida. Sempre em ponto de ebulição. Sempre com dores de cabeça. Sempre com o corpo tenso e dorido.

Sempre de mãos tremolas e sonos atribulados. Suores. Frios e quentes. A praguejar. Sempre com vontade de gritar. E fugir.

Nunca me senti tão frustrada, tão mergulhada em revolta como hoje. E como amanha. E no dia que se lhe segue.

Sinto-me mais sozinha do que nunca. A falhar mais do que nunca. A perder mas do que nunca. Mais capaz e mais incapaz do que nunca.

Ando sempre a olhar por cima do ombro. De arma em punho.

Perdida. Acho que nunca me senti tão patética e conscientemente perdida.

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Terça-feira, 25.10.16

25

Aos 24 andei de avião. Vi o mundo e vi o fim dele. Trabalhei num talho, numa peixaria e numa padaria. E, assumi um compromisso com um trabalho que ainda não sei se gosto.

Comprometi a escrita, mas também escrevi muito. E calei as letras porque caladas doem sempre menos.

Li pouco e trabalhei horas a mais. Ouvi boa música, viajei, fiz uma road trip e fiz decisões difíceis. Levei a irmã a casa, quando a tirei de casa.

Hoje faço vinte e cinco anos. Por extenso. Porque quantas mais letras melhor.

Hoje faço vinte e cinco anos. Mas, também faço dois meses e cinco dias. E, nunca tinha percebido o quão bom é estar vivo.

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Quinta-feira, 14.07.16

Vamos a isto!

Não tenho medo de nada e trabalho não me assusta. Não devo nada a ninguém e devo tudo a mim.

Já fiz muitas coisas de que não gostava e não foi por isso que lhes dediquei menos tempo. Já fiz das tripas coração e do coração tripas. Já amei por teimosia e já  fui teimosa por desamor.

Já ultrapassei a linha e cruzei a meta.

Licenciei-me por paixão. E trabalho porque preciso. Há dias em que gosto. Dias em que não gosto do que faço. A escrita é o meu grande amor e, há alturas, em que me amaldiçoou-o por não estar a escrever.

Não tenho medo de nada e trabalho não me assusta. Assusto-me a mim. E comigo sei sempre como lidar.

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Quarta-feira, 13.07.16

Amanhã

Termino amanhã o décimo mês de estágio. Assino amanhã outro contrato. Sexta-feira já sou gerente adjunta estagiária. Sem rede. Com toda a responsabilidade de uma loja às costas.

Fiz o meu último dia de trabalho na minha loja segunda-feira.

Custou-me horrores sai porta fora e saber que lá não volto sem ser para fazer compras. Gostava de ficar mais tempo ali. De fazer mais por aquelas pessoas que tanto gosto.

Amanhã assino novo contrato para uma nova loja. Loja que não sei qual é, nem onde é.

Amanhã volto às páginas em branco. E ao nervoso miudinho. Amanhã engulo o cansaço e mudo de vida. Outra vez.

publicado por Marina Ricardo às 23:47 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (1)
Quinta-feira, 30.06.16

Hoje

Enjaulei os meus sonhos e eles têm-me como refém.

Fechei os meus sonhos, esses seres selvagens, a cadeado no fundo do estômago. Onde me pesam e me castigam.

Penso muito neles. Tanto que perdem sentido. Que doem por nada serem. Que matam enquanto me esforço por os esquecer.

De todas as vezes que lhes digo que estou cansada. Que agora não tenho tempo, os meus sonhos afundam-se no meu corpo e doem mais. Pesam. Peso morto.

Há noites em que, indomáveis, gritam e agitam as grades da jaula. Nessas horas nascem de novo. Mais bravos que nunca, mais mortíferos. Nessas noites faço-lhes o pranto e adormeço enquanto os acaricio com lágrimas.

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Segunda-feira, 20.06.16

escrever

Sinto-me mais viva quando escrevo. Sinto adrenalina nas veias, paixão dos dedos. Sinto os meus pensamentos. Os meus mesmo, não aqueles que tenho agora. Da vida que tenho agora.

Escrever cava-me a essência e desenterra-me, despe-me, mata-me aos poucos – e quem me dera morrer sempre assim.

Continua a haver algo nas letras que me alimenta o ser, me dói e me faz amar. Há aquele contrassenso dos amores complicados e para a vida. 

Escrever vai continuar a ser a chama que me incendeia, me queima e me faz querer continuar. Escrever continua a ser o grande amor da minha vida. Mesmo que a minha vida continue a procurar outros amores.

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Domingo, 28.02.16

quero

Não quero ter fim. Quero poder falar sem reticências, sem pontos. Quase nunca com vírgulas. Quero muito. Muita coisa. Agora. Ou nunca. Se não for já, não vale a pena ser mais.

Quero matar de dor e morrer de amor. Numa palavra. E viver numa frase, dita num fôlego só.

Quero o mundo no bolso e a chave na mão. Não quero mais nada, porque, raios, se não for agora, que não seja nunca.

Quero tudo. Num bafo de sorte. Numa lágrima de desespero. Numa mão de fé. Num sopro de esperança. Num sorriso de fim. Sem fim.

publicado por Marina Ricardo às 23:27 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (1)

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