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Ora

por Marina Ricardo, em 15.04.21

Ando há deriva num mar de letras. Vivo amedrontada: ora de me afogar, ora de as engolir.
Ora de as ler. Ora de me ler nelas.

publicado às 01:24

nó cego

por Marina Ricardo, em 29.03.21

Ah amor como poderíamos ter sido o que nunca nos deixamos ser.
Como podiamos ter feito desta ponta solta, nó cego.

publicado às 00:10

mulher

por Marina Ricardo, em 08.03.21

Amo flores e plantas. E, quem não gosta de presentes.

Mas, honestamente, prefiro respeito e igualdade.

Não me deem flores. Apõem a minha liberdade e o meu poder. Não se dirijam a mim como um objeto. Não projetem em mim os vossos ideia de normalidade e os valores que consideram corretos para a minha individualidade se encaixar nos vossos moldes. Vou continuar ganhar menos que vocês, a ter que trabalhar mais para ser notada, a ser criticada por ter opiniões vincadas, a ser catalogado como explosiva, quando na realidade só quero ser parte da mesa de discussão. Vou continuar a acender a lanterna do telefone no parque de estacionamento escuro quando saio às 2h, e a trancar as portas do carro, porque, na verdade, nunca se sabe…

Amo flores e plantas. E, quem não gosta de presentes.

Mas, honestamente, prefiro respeito e igualdade.

Sem Títulom.png

publicado às 19:32

Congelado

por Marina Ricardo, em 06.03.21

Há um ano aterrava em Londres. O cheiro a mudança estava empregando no ar. Mas, nós, cheios de sonhos, embriagados de vontade de viver não o sentíamos. Não ainda.

Fui imensamente feliz naqueles dias. Verdadeiramente.

Quando regressamos, o mundo, tal como achava que o conhecia estava de pernas para o ar. O mundo, conforme o conhecia, nunca mais seria o mesmo.

 O mundo está congelado no metro de Londres. Em Piccadilly. No Soho ou em Camden. Num sorriso perdido em Shoreditch ou Brick Lane. Num flor do Mercado de Columbia Road.

O meu mundo, tal como achava que ele seria, está congelado em Londres.

Sinto muita falta do sabor da liberdade. Do sabor de novas aventuras. De apanhar aviões, roer as unhas e comer com as mãos.

Quando tudo acabar, quero voltar a londres Para descongelar isto.

Sem Título.png

publicado às 19:19

Não faças perguntas

por Marina Ricardo, em 02.03.21

Não me faças perguntas.
Não sei responder.
Tenho tanta carta por escrever para te pôr em dia. Para te pôr a par das vidas que tenho deixado por viver.
Anda. Não me faças perguntas. Abraça-me o corpo frio e a alma morna. Faz casa no meu regaço. Podemos escrever a história juntos.

publicado às 15:05

Compasso de espera

por Marina Ricardo, em 12.02.21

Aninhei-me no sofá à minha espera.

publicado às 22:18

Marina: the original motion soundtrack

por Marina Ricardo, em 27.01.21

 

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publicado às 23:35

Ontem foi um dia importante

por Marina Ricardo, em 21.01.21

Agora, por favor, domingo votem. Também precisamos de dias importantes no nosso país. E, não é daqui a uns anos. É agora.

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publicado às 16:33

10 anos

por Marina Ricardo, em 18.01.21

Há dez anos estava sentada na carpete fria do quarto.

Devia ter algum trabalho pendente. Mas, criei um blog.

Tinha 19 anos. Não fazia ideia para onde ia, nem como iria lá parar.

Ao longo destes dez anos já aqui escrevi muito feliz, perdida, triste de luto, em prantos, contente, com vontade, sem vontade nenhuma. Escrevi muito. Deixei de escrever. Sofri muito com ambas. Fui escrevendo.

Aqui deixei sonhos que larguei, que realizei e que mantenho ainda aqui, morninhos no regaço.

Aqui terminei de estudar, fiquei doente, arranjei trabalho, perdi o trabalho, arranjei trabalho, muto muito infeliz no trabalho e encontrei a minha paz.

Ao escrever aqui, cresci muito, conversei muito comigo. E conheci muita gente boa.

Nem toda a gente tem o seu crescimento por escrito. Eu sou uma das sortudas que o tem.

Sou muito grata por este espaço, por tudo significa para mim.

Escrever, por muito que, muitas vezes, me doa, faz-me muito feliz e é o grande ar da minha vida.

Tenho 29 anos. Ainda me sento muitas vezes na carpete do chão do quarto. Continuo sem saber pra onde vou, nem como vou lá parar. Mas, sei que, independentemente de tudo, não vou parar muito pelo caminho, e que em todas as pausas vou escrever.

Obrigada por estes 10 anos. Sou muito feliz por vos ter aqui.

 

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publicado às 15:56

Soleira da porta

por Marina Ricardo, em 13.01.21

Já te amei horas suficientes para saber que eras o amor da minha vida. Se a tivesse escolhido viver pelos teus olhos cor de mel.
O certo, para a pessoa mais errada.
Já me amo há vidas suficientes para saber que nunca íamos sair da soleira da porta de entrada de um futuro que não era o meu.

publicado às 01:02


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