2018

Quando fui ao rock in rio, antes de entrarmos para o recinto, houve um compasso de espera. Muita gente. Muito aperto. Muitos nervos.
Depois, quando, finalmente, as portas se abriram, todos saíram a correr. Sai também, com a minha irmã de arrasto.
Quando trespassados os portões, tínhamos uma barreira formada pela dark force, do star wars. Espadas, homens de preto.
Ficamos sem saber o que fazer.
O objetivo era o polco. Mas, como passávamos ali pelo meio?
Tudo isto decorreu em segundos. Pareceram horas.
Num impto, corremos ali pelo meio, ignorando as forças negras e avançamos rumo ao objetivo: a frente do palco.
Corremos pela relva seca, por aquela descida íngreme que nunca mais acabava.

Em resumo, e de modo muito figurativo, 2018 foi assim.
Uma luta, uma corrida, com paredes de dark force a meio, mas, com foco no objetivo 'palco'.

Em 2018 aprendi muito sobre mim. Sobre ser adulto. Sobre ser mulher.
Em 2018 desenvencelhei-me muito dentro de mim. Conheci-me muito. E disse tudo o que queira a quem queria.
Em 2018 fui a Barcelona com a minha irmã e foi maravilhoso. Fomos ao rock in rio. Dei a mão à Ivete Sangalo, à Jessie J e a Katy Perry. Fiquei sem voz de tanto cantar e chorei por estar tão feliz e tão viva.
Em 2018 encontrei no mar conforto e deixei de chorar muitas vezes no carro, e, tive crises de choro fora dele.
Em 2018 trabalhei assumidamente tempo a mais e não encontrei o amor da minha vida. Mas, ganhei amores para a vida. Criei laços.
Em 2018 tive muitos problemas e discuti muito. Pelo que acredito e por coisas parvas que me pareciam fins de mundo. Em (quase) todos os dias de 2018 quis despedir-me do trabalho.
Em 2018 voltei a ler. Poesia. Muita. E desafiei-me a ler em inglês.
Em 2018 gravei a vida em segundos, fingi saber pintar e empenhei-me na costura. Fiz mais bonecas do que preciso. Escrevi muito menos do que precisava.
Em 2018 tive pouco tempo, mas arranjei espaço.
Em todos os dias de 2018 tive as unhas pintadas de preto e vontade de avançar, levar a dark force à minha frente e seguir para o palco.

Em 2018 aprendi a ser a mulher da minha vida.

Acabo o ano a fritar azevias enquando canto uma música de rap qualquer, cheia de palavrões, que aprendi numa playlist dúvidosa que ouvimos no trabalho. Sinto-me leve e feliz. É assim que me despeço do velho e recebo o novo.
Feliz ano de 2019 pessoas. Obrigada por me lerem e me acompanharem os silêncios.
Sejam felizes!

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publicado por Marina Ricardo às 22:39 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (4)