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Cozi maças

por Marina Ricardo, em 10.11.12

Cozi maças. Como se estivéssemos doentes da barriga, ou algo do género, cozi maças murchas e de pele amarela enrugada.

E sem solução para o resto, comi maças cozidas, como se estivesse doente da barriga.

Mas, o pior, é que não é da barriga que estamos doentes. E as maças não resolveram nada.

 

publicado às 17:05

Luto

por Marina Ricardo, em 10.11.12

A rua deveria silenciar-se.

Tudo devia perder o som e ficar assim como eu, emudecido.

publicado às 12:57

Gaivotas

por Marina Ricardo, em 10.11.12

Chovia, chovia tanto. E, o meu velho e partido guarda-chuva  teimava em não servir para o efeito que fora destinado – abrigar-me.

Chovia e eu continuava a andar – passo certo, ritmo acelerado.

As sapatinhas insistiam em magoar-me e eu nem sabia porque as havia calçado.

O Kispo de chuva parecia-me ridículo – eu nem gostava dele, mas, estava demasiado frio a gabardine preta.

Sem mais soluções de espaço, via-me obrigada a carregar uma mochila às costas e uma mala ao tiracolo.

Doíam-me as costas e os braços estava doridos há dias. E, enquanto a chuva caía ao meu redor, chap, chap, ping, ping, eu amaldiçoei-as.

Enquanto movia pé depois de pé, enchi-me de pena própria e ressentimento por elas.

Amaldiçoei-as. Àquelas que apanham chuva para irem para um trabalho que amam, que as preenche.

Aquelas pessoas, aquelas quantas já conheci, e que agora me faziam doer o coração.

Sem parar de andar e sem parar de chover, amaldiçoe-as com pragas diversas e inventadas na hora.

O meu ódio juntou-se com  a chuva e, ao meu o redor, os pingos tornaram-se mais grossos.

Em mim chovia e de mim frustração imanava.

Como eu odiava as conspirações do universo! Como ele era cruel e teimava em mostrar-nos a sua força e supremacia.

Depois, já de guarda-chuva fechado vi-as.

 Voavam lá no alto da habitual forma leve e majestosa.

Gaivotas. Apregoando liberdade. Bandos delas. Voando e dizendo que melhores dias virão. Batendo asas por entre céu escuro e chuva miudinha levando dor e mágoa. Gaivotas trazendo sonhos e esperança de céus azuis e nuvens de algodão branco. Gaivotas, os pássaros dos meus sonhos… o coração acalmou.

 

(texto escrito na paragem de autocarro - ontem)

publicado às 00:47

"Thay had a pet dragonfly"

por Marina Ricardo, em 10.11.12

Of Monsters and Men - Dirty Paws

publicado às 00:00


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