Terça-feira, 05.11.13

Take me back Josephine to that cold and dark December

Chamaram-lhe Josefina e ela nunca soube o que fazer com esse nome. Não sabia se o vestia, ou se arranjava forma de se ver livre das suas ardilosas teias.

Achava-o pesado, frio e velho, sendo que ela sempre quisera ser leve, morna e jovem.

De todas as vezes que se tentara moldar a ele nunca o envergava com a postura que achava correta e carregava-o como se fosse um peso para a vida.

Em criança era-lhe difícil pronuncia-lo, e ao crescer era cada vez mais difícil gostar dele.

Um dia chamavam-lhe Joey, mas ela nunca fora o tipo de pessoa a quem os estrangeirismos e as modernices caíssem bem.

Às vezes, no ímpeto da vontade e no limiar da impaciência, tinha vontade de se anunciar com outro nome e nem as palavras da mãe, que sempre a amainavam, tinham sucesso no despontar do amor da primogénita pelo nome que a Progenitora tanto amava.

Josefina perguntava-se amiúde porque não podia ser Maria. Podia vir a ser Micas, mas, por ora era bem melhor que ser a velha Josefina. Ou então, podia ser Joana, como conhecia umas vinte.

Demorou uma vida a perceber o porquê de carregar o nome como um peso.

Mas, um dia percebeu: não era ela que tinha de ter nome, era o nome que tinha de a ter a ela. Ela não era um nome, o nome era ela. Josefina.

 

 

publicado por Marina Ricardo às 23:07 | link do post | comentar | ver comentários (1) | Adicionar aos Favoritos

atiraram-lhe uma pedra

E se lhe partirem o telhado de vidro, como é que ela sobrevive?

publicado por Marina Ricardo às 01:00 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (1)

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