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negro. negra.

por Marina Ricardo, em 30.04.14

Se a alma a vestisse em vez da pele, seria negra.

Negro corpo como igual mente. Negra.

Na cabeça vive buraco negro como negro enrijece coração. Negro.

Carne putrefacta de trevas, nojo, medo e desgraça.

Se a alma a vestisse me vez da pele, seria ela negra. Preta. 

Mas, escondido o negrume tem. Finge que é luz. Ela que morre no escuro. Negro. Negra.

 

 

publicado às 20:47

Pensamentos

por Marina Ricardo, em 30.04.14

Agrupam-se-lhe em forma de nuvem. Tempestade. Mar morto. Inverno. Mar calmo. Chuva. Sol. Ou, talvez já lá seja Verão. Na cabeça, já lá seja Verão.

publicado às 14:14

Mudamos a Parede - outra vez #4

por Marina Ricardo, em 29.04.14

Acho sempre que falta uma coisita aqui e ali na minha parede do quarto. Até vivo bem quando acho que está a faltar qualquer coisa na parede do corredor, ou da sala, mas na parede do quarto, nem por isso.

Vai daí, dei por mim, um destes dias (há já algum tempo, se bem me lembro estava de férias) a ver obras da artista Izziyana Suhaimi, de quem gosto muito e a achar que talvez uma obra dela na parede não fosse nada mal pensado.

Enquanto pesquisava obras suas, pensava que se, algum dia ela decidisse fazer um trabalho onde me representasse tinha de fazer-me bordados a saírem-me da cabeça. Um desenho a preto e branco, com um tufão de cores na cabeça.

Quando dei por mim, tinha já imprimido um desenho escurecido de outra artista fantástica (Hajin Bae) a comprado fio de bordar. Achei-me capaz de a copirar, de uma forma mais grosseira, mas visualmente agradável.

Fiz-me peça de arte. Bonita, colorida, confusa.

Depois ainda tínhamos o caso Beyoncé preso na garganta. Durante o concerto apanhamos, eu e minha irmã, papelinhos dourados que saíram de uns canhões presos ao palco.

Tínhamo-los guardado religiosamente numa caixinha à espera.

Então, numa visita ao IKEA tratamos dos dois. Compramos dois quadros e emolduramos as duas coisas: o meu bordado em papel, e uma foto do concerto com os papelinhos.

A parede ficou qualquer coisa. Por agora estou satisfeita. Mas…. Haverá sempre um mas.

 

publicado às 22:27

o bastar

por Marina Ricardo, em 28.04.14

O toque, das mãos suaves, já não lhe parece o mesmo. (Mas, não são as mãos que se lhe ficaram ásperas.)

A voz, ligeira e doce, perdeu o mel, o açúcar.

As linhas da estrada de acesso à casa, outrora de um branco vivo, perderam a cor.

Ou então, foi a pele que lhe parece mais dura e não sente a suavidade das mãos dos outos. Ou, foram os ouvidos que perderam a sensibilidade às coisas meigas. Ou casa. A casa, talvez, a casa fosse outra…

Talvez seja ela. Ela que mudou.

Ou que muda. Ou as coisas simples não lhe bastem…  nunca bastaram.

 

publicado às 23:00

Livre

por Marina Ricardo, em 27.04.14

Contas pagas, mão livres. Coração solto. Dividas só suas. Consigo.

publicado às 23:00

Marina - the original motion soundtrack #74

por Marina Ricardo, em 26.04.14

publicado às 23:57

Divergent

por Marina Ricardo, em 26.04.14

Acho sempre que a maioria dos livros peca quando fala de amor. Gosto sempre dos livros que falam de amor, mas, iguais vezes me sinto defraudada por eles.

É difícil lermos um livro em que o romance nos pareça real, possível, forte, livre e independente.

Em tempos, quando lia, procurava sempre aqueles amores que iam crescendo. Assim aqueles amores pequeninos, frágeis, que deixam as pessoas inseguras. Com medo. Medo, acho que sempre gostei dos livros em que o amor assustava por ser tão grande e inseguro.

Mas, nos últimos tempos estava com dificuldade em ler este tipo de amores. Amores instáveis, doentes. Queria ler sobre amores confiantes. Sobre pessoas com medo, mas, sem medo do amor. Pessoas como a que quero sempre ser: fortes. Que não se deixam paralisar pelo medo.

Tinha lido o Divergente há já bastante tempo. Depois deixei de ler, porque nada me enxia as medidas. Há umas semanas, finalmente, li o Insurgente. Depois vi o filme, e comecei o Convergente.

E, algures pelo caminho encontrei o que procurava. Um amor livre. Independente. Com duas pessoas que o compõem. 

Claro que a fantasia ajudou (e que eu gosto de fantasia?) e gostei muito do tipo de escrita de Veronica Roth.

Talvez, algures, tenha deixado de estar interessada nesses amores unos em que tudo é um, e não há poder de escolha. Quero um amor assim: com duas partes que se compõem num todo. Um amor que seja grande. Forte. Guerreiro. E livre. Que assuste, mas não dê medo.

Que se manifeste em situações de crise, que seja complexo e complicado, mas que me deixe segura, completa e livre de o fazer crescer.

E, preferencialmente, um amor, que me faça chorar menos do que o último livro. Chorar noite adento, até ás 5h, com o choro abafado pela almofada, não é saudável.

 

publicado às 19:57

romances

por Marina Ricardo, em 25.04.14

Não lhe interessa que sejam um. Ou unos.Têm, antes de ser, dois. Duas partes iguais e indivisíveis que compõem esse um que querem ser.

publicado às 23:07

um 25 de Abril

por Marina Ricardo, em 25.04.14

Às vezes, estou no trabalho e estou em Vila Real. Á minha frente tenho sacos de arroz e massa, e por detrás dos olhos estou na rua direita, ou no parque Corgo, ou no florestal. No complexo, quem sabe, algures na UTAD TV, ao pé da Câmara. Em casa, na minha rua.

Enquanto lá estou, a minha memória sorri. Eu sorrio. Por dentro.

Sempre que quero evocar uma memória feliz, penso em Vila Real. Não porque só tenha sido feliz ali, mas porque ali fui muito feliz.

Não me lembro das coisas tristes, daqueles momentos menos bons, das dores ou do cansaço. Lembro-me dos risos, das maluquices, lembro-me daquele Natal em que roubamos ornamentos das árvores da cidade porque queríamos o espírito natalício em casa, ou daquela noite em que roubei um pedaço de carpete vermelha da porta de uma loja por que não tínhamos um tapete na entrada. Ou aquele ramo de flores que deixamos secar porque dava um ar casa lá a casa. Ou daquela vez que fizemos uma espécie de vídeo clip para Last Friday Night e Peacock. Ou aquelas vezes em que fizemos diretas, ou conversamos horas e horas e horas sem fim. Ou vimos filmes. Ou fizemos noitadas e estudamos matérias ridículas.

Segunda-feira fez dois anos que queimei as fitas. Fitas essas que guardo religiosamente e que leio vezes a menos para a saudade não apertar. Hoje fazem dois anos que fiz o meu último cortejo académico. 

Estou a sorrir enquanto escrevo. A minha mente foge-me para Vila Real. E lá sou sempre feliz. Sempre.

 

 

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publicado às 19:00

Birthday

por Marina Ricardo, em 24.04.14

Se há coisa que gosto é de músicas parvas que nos dão uma vontade sã de saltar e dançar e cantar até os pulmões nos saírem boca fora.

E, se há coisa que gosto é de vídeos como este (excluindo a parte dos ratos, claro está): malucos. E, se há coisa que gosto ainda mais é da Kelly, que por sinal faz anos hoje! Excelente timing, Katy! Excelente!

 

publicado às 19:47

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