Perdoem-me, mas, há merdas que têm de ser ditas.

A droga é uma merda. Não há outra maneira de pôr as coisas: a droga é mesmo uma merda. Não há sequer outra palavra a ser usada neste contexto. Dizer que droga é má não basta, dizer que é uma porcaria nunca será suficiente.

Lidei (e talvez ainda lide) com o drama da droga de perto. Sei o que faz, como faz e o que quer fazer.

Nunca se deixa de ser um dependente por se ter deixado a merda da droga. A droga apodera-se das pessoas, das famílias, vai ao cerne dos seres humanos e começa a cortar carne sã e necessária. Mata – a merda da droga mata mesmo. Mata mães, pais e filhos. Mata quem consome e quem vê o seu filho ser consumido por ela.

Não adianta dizermos que é só uma vez, que é só para experimentar: a merda está feita, e nós nela.

Por isso, não façam merda: afastem-se dela em passo de corrida. Sejam mais fortes e melhores que a merda da droga...

Porque não há outra palavra para descrever a droga. A droga é - mesmo -,uma merda.

 

A droga hoje levou mais, muitos mais. E levou também o Cory.

publicado por Marina Ricardo às 00:00 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (1)