Sexta-feira, 18.05.18

ausência

Escrevo aqui todos os dias, mas, não escrevo palavra alguma.

Sinto-me um mar de palavras. Revolto e sem barcos. Que corre para rios nenhuns e que em nada desagua.

Quero voltar a porto seguro. Mas, perco-me em ondas - ondas sem fim.

publicado por Marina Ricardo às 19:30 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos
Segunda-feira, 14.05.18

rascunhos de 2015

Todos os dias raspa as palmas das mãos na vida. Não por esta a fazer cair, mas porque se dá a ela. Sem limites, sem restrições.

Ela quer tanto. Sem travões. Sem paragens. Tudo. Agora.

Sem dores. Com dores. Raios, tanto faz.

 

 

publicado por Marina Ricardo às 20:43 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (1)
Sexta-feira, 11.05.18

Isto.

 

publicado por Marina Ricardo às 18:07 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (1)
Quarta-feira, 02.05.18

tempestade

abri fim, para criar novos inícios. do luto emergi luz. do pó, terra firme.

 

publicado por Marina Ricardo às 19:40 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (1)
Segunda-feira, 30.04.18

contrassenso.sempre.

Quanto mais cansada me sinto menos consigo descansar.

Mais agitada me sinto, mais sono tenho, mas menos durmo.

Ando exausta. Já. Ainda. Sempre. Sou sempre o mesmo contrassenso de sempre…

publicado por Marina Ricardo às 19:38 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (1)
Sábado, 28.04.18

amor

Sempre achei que amor era falta de ar. Pressa. Urgência. Dor e mágoa. Sempre assim foi. Sempre achei que assim seria.

Com o passar dos anos passei a querei amor que fosse lufada de ar fresco. Mar sereno. Onda de conforto.

Almofada de calma. Abraço quente. Ombro.

Ou estou a ficar velha, ou estou demasiada cansada de dramas...

Ou,então, há dias em que me canso tanto que queria outro porto seguro, que não o meu,  para me guardar.

publicado por Marina Ricardo às 19:00 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (1)
Segunda-feira, 16.04.18

perguntou ele #15

Apetecia-me um cigarro. Ou vários – para ser honesta. Mas, cerrei os dentes e olhei para o mar de ondas enormes. Tinha prometido deixar de fumar.

Pelo canto do olho vi-te chegar. Descontraído, mas, sem rir. A culpa era minha – ultimamente estava tão indisponível que mal nos víamos. E, quando a minha disponibilidade horário nascia, a minha disponibilidade humorística definhava.

“O que fazes quando estás sozinha?”, perguntaste-me há uns meses.

Não te respondi e mudei de assunto – sempre fui fugitiva nata.

Tenho pensado muito nisso, sabes?

Sinto-me tão sozinha e cheia que nem tempo tenho para pensar. Deixar de pensar ajuda, sabes?

E, se penso e quero outra coisa qualquer? E se tiver de magoar toda a gente outra vez para me consertar? Já pensaste que sou capaz de não ter arranjo possível?

Sei lá…. Acho que não faço nada. Durmo. E espero não ter sonhos. Nunca soube parar. Nem a dormir.

Não sei. Tenho toda a gente à minha espera. E só queria estar sozinha. Não quero dizer nada.

Queria desenhar, escrever. Pintar, cozer. Cria. Criar-me. Arranjar espaço.

Quando paro respiro e penso em ti. E… e, continuo.

Escrevia-te uma carta de amor, sabes?

Poisei a cabeça na palma da mão. Aproximas-te e pisca-me o olho. Rio-me para ti. Podíamos falar de amor, hoje. Mas, continuava a ser tão mais fácil falar da “casa de papel”.

publicado por Marina Ricardo às 17:30 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (3)
Sexta-feira, 13.04.18

Heart

 

publicado por Marina Ricardo às 13:27 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (1)
Domingo, 01.04.18

Obsessão

La Casa de Papel

 

publicado por Marina Ricardo às 17:47 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (1)
Segunda-feira, 26.03.18

medrosa. merdosa.

Deixei de escrever no dia em que fiquei amarga. Em que a minha escrita, tão crua, tao coração, tao visceral, tao selvagem, ficou seca e dura.
Medrosa. Merdosa.
Não escrevo porque dói. Dói-me. Porque mata. Porque não consigo escrever. Porque me rasga, me dilacera, me consome, me amarga.
No meu peito, tão cheio de letras e de mundo, morrem as historias que não conto. Que me morrem. Que me matam.

publicado por Marina Ricardo às 22:40 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (2)

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