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Her

por Marina Ricardo, em 08.11.16

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publicado às 23:07

Isto...

por Marina Ricardo, em 24.06.16

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publicado às 13:00

escrever

por Marina Ricardo, em 20.06.16

Sinto-me mais viva quando escrevo. Sinto adrenalina nas veias, paixão dos dedos. Sinto os meus pensamentos. Os meus mesmo, não aqueles que tenho agora. Da vida que tenho agora.

Escrever cava-me a essência e desenterra-me, despe-me, mata-me aos poucos – e quem me dera morrer sempre assim.

Continua a haver algo nas letras que me alimenta o ser, me dói e me faz amar. Há aquele contrassenso dos amores complicados e para a vida. 

Escrever vai continuar a ser a chama que me incendeia, me queima e me faz querer continuar. Escrever continua a ser o grande amor da minha vida. Mesmo que a minha vida continue a procurar outros amores.

publicado às 22:50

Foda-se

por Marina Ricardo, em 28.05.16

Não consigo conceber uma violação. Não consigo perceber as motivações, os desejos nem o prazer. Não percebo o que será bom em usar os outros. O corpo dos outros. Um corpo morto, de uma alma que vivia até aquele momento.

Não consigo conceber que uma criança de 16 anos seja violada. Que o corpo que ela não conhece seja roubado e maltratado em tão ínfima idade.

Não consigo conceber a que nenhuma mulher seja forçada a sexo. Ou ao que quer que seja. Não consigo conceber que os outros o concebam, que achem normal, que aplaudam.

Foda-se, e se fossem vocês? A vossa irmã? A vossa mãe? A vossa avó? Aquela miúda que vive no vosso prédio? A funcionária da escola? A padeira? Foda-se, e se fosse uma de nós? Também merecíamos? Também estávamos a provocar? Também estávamos mesmo a pedi-las?

Não posso gostar do meu decote? Não me posso valorizar? Porque tenho que esconder que sou mulher? Que estou viva? Porque a minha feminidade faz-me merecer que me violem?

Não consigo conceber as vozes que se calam e consentem. Foda-se, não consigo conceber esta merda.

publicado às 23:27

it's always darkest before the dawn

por Marina Ricardo, em 18.04.16

A Florence está a cantar em Lisboa. Eu a fazer exame de Fruta em Braga.

Se há frases que não fazem sentido, esta é uma delas.

publicado às 23:40

rua

por Marina Ricardo, em 11.04.16

Em tudo que faço há uma inconsciência. Uma rua que só segue em frente, em que não se pensa muito.

Em tudo o que faço deve haver uma inocência de quem tem pressa para chegar não se sabe onde, não se sabe quando.

Um ato impensado, um risco que não se calcula. Um coração acelerado: amado ou partido.

publicado às 22:57

mundo

por Marina Ricardo, em 22.03.16

Intransigência. Cultura do medo. Barbárie. Olho por olho. Dente por dente. Uma face. Uma moeda. Bombas e sangue. Palavras que matam. Silêncios que deixam morrer.

Futuro incerto este para o qual caminhamos.

publicado às 22:57

confusão

por Marina Ricardo, em 20.03.16

Sinto que estou a perder muito. Muita informação que não consigo escrever. Muitas emoções que não percebo. Muitos pensamentos que não reservo tempo para pesar.

Há dias em que quero ler, mas morro de sono antes sequer de ler a primeira frase. Transformo-me a passos largos de ser quem tanto critiquei anos a fio: as pessoas que não leem.

Escrever custa muito.

Há dias que odeio o meu trabalho e em que desejo estar a fazer outra coisa qualquer. Qualquer coisa. Há dias que não me apetece nada.

Em dias como esses trabalho na mesma. Mais. E mais um bocadinho.

Esta semana consegui sair para fazer exercício. Pela primeira vez este ano, a um dia de semana. 9km num dia, 4km no outro.

Há dias em que sinto que até posso gostar desta vida.

Não me lembro de muita coisa que sinto porque não tenho tempo para pensar, nem escrever. Mas, ainda vivo. Vivo.

publicado às 22:40

Mulher

por Marina Ricardo, em 08.03.16

Feliz dia da Mulher!

A todas as que se esforçam o dobro. Ou o triplo. A todas as que ainda ganham menos do que o colega homem, as todas as que tal como eu, se sentem intimidadas, e são forçadas a mudar de passeio, depois de olhares pouco simpáticos.

A todas que são desrespeitadas enquanto condutoras. Ou que ouvem piropos desagradáveis na rua. A todas as que são vítimas de agressividade. Às que perdem a identidade depois de serem aniquiladas por quem as rodeia.

Às mães. E às que não o querem ser. Às choronas, às brutas e duronas, às meninas, às rebeldes. Às selvagens, às indomáveis, às de ninguém e às que querem ser do mundo.

Porque somos muitas e uma só.

 

E , a todos os que perguntam se faz sentido termos um dia da mulher, a resposta é sim. Todos os dias são dias do homem. Porque todo para o homem está pré-criado. Para nós mulheres, tudo começa mesmo do início – até na criação.

publicado às 19:50

calma

por Marina Ricardo, em 21.12.15

Queria a calma de quem sabe que chega. Que está a chegar. Ser como aquelas pessoas que saem calmamente do comboio às sextas.

Queria não andar sempre a correr, ou com a pressa de chegar não sei a onde. Queria a calma de quem sabe para onde vai e está feliz com o destino.

Queria respirar mais vezes fundo em vez de me faltar o ar sempre que acelero o passo. Talvez se dissesse menos asneiras em voz baixa os pulmões fossem mais generosos.

Queria fazer uma coisa de cada vez em vez de me acha capaz de fazer o mundo em meia hora. Queria que me deixassem falar. Rebentar. Odio, dores e ideias.

Queria parar de querer. E ter. Ter a calma de quem sabe para onde vai.

publicado às 22:00


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