Cabelo branco

Morreste-me ontem. Hoje a tarde, nos braços nus e cansados de me carregar.
Ou talvez me vás morrer agora, no regaço, enquanto te imploro por colo.
Todos os dias me morres vivo, e te sinto a ausência.
Morre-me a esperança sempre que, toco aquele cabelo branco que me nasce do cocoruto e minto, criança, dizendo que has-de voltar.

publicado por Marina Ricardo às 23:46 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (1)