medrosa. merdosa.

Deixei de escrever no dia em que fiquei amarga. Em que a minha escrita, tão crua, tao coração, tao visceral, tao selvagem, ficou seca e dura.
Medrosa. Merdosa.
Não escrevo porque dói. Dói-me. Porque mata. Porque não consigo escrever. Porque me rasga, me dilacera, me consome, me amarga.
No meu peito, tão cheio de letras e de mundo, morrem as historias que não conto. Que me morrem. Que me matam.

publicado por Marina Ricardo às 22:40 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (2)