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Por cá

por Marina Ricardo, em 24.11.18

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publicado às 16:40

amor

por Marina Ricardo, em 28.04.18

Sempre achei que amor era falta de ar. Pressa. Urgência. Dor e mágoa. Sempre assim foi. Sempre achei que assim seria.

Com o passar dos anos passei a querei amor que fosse lufada de ar fresco. Mar sereno. Onda de conforto.

Almofada de calma. Abraço quente. Ombro.

Ou estou a ficar velha, ou estou demasiada cansada de dramas...

Ou,então, há dias em que me canso tanto que queria outro porto seguro, que não o meu,  para me guardar.

publicado às 19:00

meteriologicamente falando

por Marina Ricardo, em 21.08.17

Beijas-me a pele rosada, aquecida pelo sol. Sorris-me. Rio-me para ti com o corpo todo numa gargalhada salgada de mar.

Pergunto-me se me vais querer beijar a pele cansada e amarga depois de outro dia em que desejo tudo menos ser beijada. Quando o sol se puser e chover. Quando as lágrimas substituírem o riso. Quando o tempo mudar e me for inverno.

Ainda me vais querer beijar quando for o meu lado negro o que beijas?

publicado às 19:57

casava...

por Marina Ricardo, em 21.05.17

Que a única face que eu procure seja a tua. Que sejas a casa a que regresso, onde quer os meus pés poisem.

Que sejas sempre porto de chegada quando de mim parto.

Que não me procures ser. Que me faças ser.

Ama-me as meias-noites. Nas manhãs serei sempre fácil de amar.

publicado às 23:27

amolgados

por Marina Ricardo, em 05.04.17

Não acredita em amores simples. Planos. Com vírgulas. Sem pontos. E sem interrogações.

 Acredita em tempestades. Tormentos e tormentas vãs. Acredita em amores confusos e desfocados. Com feridas. Amolgados, mas eternos.

 

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publicado às 20:07

d.e.

por Marina Ricardo, em 26.06.16

Das tuas asas feridas fiz passado e do meu coração parado fiz vida.

Das minhas ruinas fiz palácio, para das tuas feridas fazer mapa por percorrer.

Dos teus pesadelos fiz triste lembraça para as tarde de domingo. Dos meus fantasmas fiz memória de madrugada.

De nós fiz amor. De ti fiz meu. 

 

 

 

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publicado às 23:47

sair

por Marina Ricardo, em 30.12.15

Projetar uma relação perdida em cima dos destroços que dela ficaram é das coisas mais difíceis que temos de fazer para poder seguir em frente.

Temos que voltar a pesar esses amores imensos que agora murcharam. Temos que nos pesar sem eles. Ou com eles enquanto desaparecem.

Medir diferenças. Perder pesos mortos. Ganhar peso dos vivos. Deixar de amar. Deixar o peito leve. Ou não.

Amar é arma e desarma. Céu e inferno. Limbo e paraíso.

Nunca saímos de uma relação. Vamos saindo. Aos poucos, arrastando passados e destroços, olhando desalmados para futuro.

Até que, um dia, estamos livres.

E começamos de novo.

 

publicado às 22:27

🌻💘

por Marina Ricardo, em 19.11.15

 

publicado às 00:47

porra

por Marina Ricardo, em 07.09.15

Desenterrei o coração para te amar. Pó e cinza e dor e medo em cima da mesa.

Fiz das tripas coração para te amar. E amei-te com as tripas, o pó, com os braços e mãos. Amei-te com o corpo todo e aos trambolhões.

Amei-te. Porra. Amei-te com os órgãos que não tinha, com o coração ferido, com a cabeça no lugar para ter concentração suficiente para te amar sempre.

Podes rogar-me pragas por causas tolas, por dores tuas. Nunca me podes maldizer por não te amar. Por não te amar com urgência e religião.

Amei-te- Amei-te, porra. Se não te tivesse amado não me tinhas na mão. Não me tinhas deixado sem chão.

Porra, porque é que te fui amar…

publicado às 22:37

dia

por Marina Ricardo, em 04.09.15

Concordamos não fazer perguntas. Dizias que as minhas palavras enxiam os espaços que querias guardar dos meus silêncios.

Nunca fui mulher de estar calada. Mas, amava-te e isso deixava-me sem querer quebrar o encanto que dizias tirar dos meus silêncios.

Queria perguntar-te se me amavas. Queria perguntar-te tantas coisas. Fiquei calada porque te amava.

Não sei como chegamos ao dia em que não tenho nada para te perguntar. Aos dias em que o silêncio entre nós é morto e não mágico. A estes dias. A este dia.

 

publicado às 01:40


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