Segunda-feira, 18.05.20

Carta de amor à minha alma.

Amor, andei até aqui. Às vezes vim a correr de entusiamo por tanto me querer acercar de ti, outras paralisaram-me os pés por que me esqueci por que vinha.

Parou-me o corpo, muitas vezes, mas, o amor seguiu sempre apressado de por isso vim sempre andando.

Nunca deixes de me esperar. Vou a voar para o teu regaço, mal a cabeça me sai das nuvens e os pés do chumbo que às vezes lá floresce.

Não chores. Guarda as lágrimas para nos chorarmos quando nos tivermos nos braços.

Amor, a minha cabeça perdeu-se por outras ruas. Mas, o meu coração sempre soube o caminho. Daqui a nada volto a casa.

Vou chegar atrasada. Não me esperes para o jantar. Espera-me para viver.

publicado por Marina Ricardo às 22:11 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (3)
Domingo, 03.05.20

Ponto da situação

Trabalhei com uma folga semanal durante um mês.
Perdi a conta as horas de trabalho diárias porque na verdade deixei de contar. Assim como já não conto as desinfeções e as lavagens das mãos.
Já não reparo do desconforto da máscara ou da viseira, nem tão pouco me incomodam os óculos de vidros embaciados.
Sinto-me muito cansada. E ligeiramente descrente por não ver a contenção e confinamento que me vende a televisão.
Todos os dias lido com caos, confusão, exagero, falta de cuidado (outras tantas faltas de respeito).
Estive esta semana em casa. A gozar folgas em atraso. E, continuo muito cansada. E, sinto que este cansaço não me vai sair do corpo durante muito tempo.

publicado por Marina Ricardo às 02:22 | link do post | comentar | ver comentários (1) | Adicionar aos Favoritos (2)
Terça-feira, 14.04.20

dia a dia

Entro no carro. Ponho a chave na ignição. Um pedal, uma mudança. Respiro longamente. Uns dias mais fundo do que outros.
Ligo o rádio. Aumento o volume, até não haver mais volume para aumentar.
Abro o vidro do carro, enquanto faço inversão de marcha.
Certifico-me que o volume do rádio está no máximo. Está sempre.
Não importa a música. Vou sempre cantar demasiado alto. Até me doer a cabeça e a garganta.
Até os outros condutores me olharem de lado.
Sigo para casa.

E, durante aqueles pouco mais de três minutos finjo que está tudo bem. Que este não é só mais um dia riscado do calendário.
E, de súbito, dia depois de dia,
estes tornaram-se os únicos três minutos diários de normalidade que tenho.

publicado por Marina Ricardo às 01:15 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (1)
Domingo, 22.03.20

mundo

- Não te preocupes - disse-lhe ela baixinho. - Também esperaste por mim quando desisti. Vou esperar por ti quando te sentires pronto para voltar.

publicado por Marina Ricardo às 20:57 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (1)
Terça-feira, 17.03.20

lá chegar

 

Há uma semana regressava de Londres inconscientemente feliz

Tinha tido cuidados. Levava um gel desinfetante, e não vi um único frasco de álcool por lá. Haviam transeuntes com máscara, mas no total de quatro dias cruzamo-nos com não mais de cinco ou seis.

Ninguém parecia estar muito preocupado, por isso nós também não.

Aterramos no Porto, e ficamos só confusos porque embora tudo estivesse demasiado calmo, não havia o mínimo de cuidado. 

A situação foi piorando. No trabalho instalou-se o caos.

Nunca tinha visto tamanho desespero associado a loucura  e inconsciência.

Estávamos exaustos e na vez de nos protegermos, fizemos todos demasiadas horas de trabalho.

Nunca, em altura alguma tivemos tantos artigos esgotados. Também nunca nos sentimos tão inseguros e duvidosos na vida.

Neste momento estou em casa. Eu e metade da equipa. Daqui a duas semanas trocamos.

Não tenho sintomas, mas estou cheia de alergias e ligeiramente entupida (já fui assim para londres). Não sei nada.

Não sei para onde vamos. Não sei onde vamos parar. Como parar.

Estamos a viver, pela primeira vez um episódio que estará nos livros de história dos nossos filhos. Caso, um dia consigamos lá chegar.

publicado por Marina Ricardo às 20:04 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (1)
Domingo, 23.02.20

Cabelo branco

Morreste-me ontem. Hoje à tarde, nos braços nus e cansados de me carregar.
Ou talvez me vás morrer agora, no regaço, enquanto te imploro por colo.
Todos os dias me morres vivo, e te sinto a ausência.
Morre-me a esperança sempre que, toco aquele cabelo branco que me nasce do cocoruto e minto, criança, dizendo que has-de voltar.

publicado por Marina Ricardo às 23:46 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (1)
Segunda-feira, 30.12.19

2019 foi isto

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publicado por Marina Ricardo às 21:10 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (1)
Terça-feira, 20.08.19

Hoje também faço 3 anos

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*

publicado por Marina Ricardo às 22:00 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (1)
Sexta-feira, 17.05.19

Sing

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publicado por Marina Ricardo às 22:17 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (1)
Sábado, 24.11.18

Por cá

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publicado por Marina Ricardo às 16:40 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (1)

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