Sexta-feira, 11.05.18

Isto.

 

publicado por Marina Ricardo às 18:07 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (1)
Sexta-feira, 13.04.18

Heart

 

publicado por Marina Ricardo às 13:27 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (1)
Segunda-feira, 26.03.18

medrosa. merdosa.

Deixei de escrever no dia em que fiquei amarga. Em que a minha escrita, tão crua, tao coração, tao visceral, tao selvagem, ficou seca e dura.
Medrosa. Merdosa.
Não escrevo porque dói. Dói-me. Porque mata. Porque não consigo escrever. Porque me rasga, me dilacera, me consome, me amarga.
No meu peito, tão cheio de letras e de mundo, morrem as historias que não conto. Que me morrem. Que me matam.

publicado por Marina Ricardo às 22:40 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (2)
Sexta-feira, 02.03.18

Queimada

Sinto-me ansiosas. Sempre.

Porque o telefone tocou, porque não me ligam.

Porque entro as 5h, ou porque vou poder dormir até as 10h.

Porque sei que o trabalho é muito. Ou, não sei como estão as coisas.

Quero tanta coisa e tenho tantas saudades de tudo que me falta o ar. Que me falta a paciência e a vivacidade. Que me falto.

Estou exausta de estar cansada e ansiosa. De me querer. de querer os outros para mim, dentro de mim, ao pé de mim.

De querer ser artista e escrever. De querer parar. De me sentir vazia. E cheia.

Sinto o peito arder. São três da manhã e sinto-me em chamas.

As minhas chamas.

O meu fogo.

publicado por Marina Ricardo às 02:37 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (1)
Terça-feira, 20.02.18

(des)arte

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Comecei a desenhar. Mal. E, a pintar com aguarelas. Mal.

Sinto-me feliz a aprender a desenhar. Não penso. Dá-me prazer. Faz-me relaxar. São uns minutos antes de dormir, ou depois de chegar do trabalho. Os meus minutos.

publicado por Marina Ricardo às 19:47 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos
Sábado, 10.02.18

Estéril

Escrever era orgânico. Fácil. Como respirar.

Tão natural como pensar. Ou andar. Indolor. 

Falava por letras. Sonhava por palavras.

 

Há meses que me secaram as letras. Que não me brotam palavras pelos dedos. Ou pelos olhos. Sinto-me estéril de mim. Da minha essência. Das minhas frases. De mim.

publicado por Marina Ricardo às 19:00 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (1)
Terça-feira, 30.01.18

Confortável

Tenho saudades nossas. Sinto a minha falta, mais do que a tua, mas mesmo assim - quero-nos de volta. Pronto. Já disse.

Era mais confortável na tua certeza de quem eu era. Era mais fácil ser-se eu quando me davas os rótulos. As legendas. Eras feliz. E eu infeliz. Mas, éramos certos. Relógios suíços.

Estou casada de ser eu. Cansada de lutar pelo meu espaço.

Quero-te de volta - ocupavas os espaços todos e eu não precisava de existir.

 

publicado por Marina Ricardo às 19:07 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (1)
Quarta-feira, 10.01.18

não sei

Tenho uma enorme dificuldade em estar parada. Em não fazer nada.
A minha cabeça anda a mil à hora. O meu coração galopa peito afora.
Não sei descansar.
Tenho sempre mil coisas para fazer. E estou sempre a falhar.
Sou demasiado criativa e demasiado apressada, para meu mal e meu bem.
Sinto falta de tudo ao mesmo tempo. Sinto-me imensamente frustrada.
Tenho todos os projectos inacabados. Tenho tudo parado - à espera.
Quero ler e escrever. E pintar. E costurar. E bordar. Fazer postais e andar a pé. Quero voltar a querer correr.
Quero voltar a ter-me. Mas, no meio da pressa, não sei onde me perdi.

publicado por Marina Ricardo às 23:55 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos (1)
Quarta-feira, 25.10.17

26

Aos 25 viajei. Gritei muito. Revoltei-me. Fui ao inferno e voltei - mais forte.

Aos 25 fiquei pior que nunca, melhor do que sempre. Nunca tinha dito tantos palavrões como nos 25. Ou dormido menos.

Aos 25 senti-me leve e pesada - um pesadelo.  Mas, também nunca me senti tão confiante e acordada.

Aos 25 deixei de escrever e voltei a ler. Tive medo e matei os meus fantasmas - quase todos.

Hoje faço vinte e seis anos. Por extenso. Porque quantas mais letras melhor - não adianta fugir - sou filha delas..

Hoje faço vinte e seis anos. Também faço um ano, dois meses e cinco dias. 

Hoje faço vinte e seis anos. Entro a escrever e a ler poesia. Leve como não me sentia há muito, grata por estar viva. Grata pelas pessoas que me fazem sentir viva e que cuidam de mim quando eu própria me esqueço de o fazer.

Parabéns a mim, Obrigada a vocês!

publicado por Marina Ricardo às 01:07 | link do post | comentar | ver comentários (2) | Adicionar aos Favoritos (1)
Sábado, 22.07.17

patética e conscientemente

Nunca andei tão enervada na vida. Sempre em ponto de ebulição. Sempre com dores de cabeça. Sempre com o corpo tenso e dorido.

Sempre de mãos tremolas e sonos atribulados. Suores. Frios e quentes. A praguejar. Sempre com vontade de gritar. E fugir.

Nunca me senti tão frustrada, tão mergulhada em revolta como hoje. E como amanha. E no dia que se lhe segue.

Sinto-me mais sozinha do que nunca. A falhar mais do que nunca. A perder mas do que nunca. Mais capaz e mais incapaz do que nunca.

Ando sempre a olhar por cima do ombro. De arma em punho.

Perdida. Acho que nunca me senti tão patética e conscientemente perdida.

publicado por Marina Ricardo às 20:00 | link do post | comentar | Adicionar aos Favoritos

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